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Dermagenética e Cosmetogenômica: a ciência a favor da pele

A pele é o maior órgão do corpo humano, por isso as empresas de produtos de beleza foram criando, cada vez mais fórmulas que conseguissem retardar as mudanças que acontecem com a pele no passar dos anos.

Para diminuir os resultados provocados pelos inimigos da pele, a indústria farmacêutica e cosmética vem se especializando cada dia mais através da ciência para adquirir profundos conhecimentos sobre os mais variados problemas da derme.

De acordo com a dermatologista Luciana Macedo de Oliveira, Diretora Médica da Clinique des Arts, a dermagenética, por exemplo, é a evolução da genética dentro da dermatologia, e visa detectar as diversas variações genéticas que ocorrem nesse órgão. O corpo humano possui cerca de 30 mil genes que se diferenciam em apenas 0,1% de pessoa para pessoa. Dentro da dermagenética são estudados os diferentes códigos genéticos, os SNPs (Single Nucleotide Polymorphism). A dermagenética faz uma análise restrita do DNA que é baseada numa pesquisa feita em 14 SNPs em 10 genes, o que avalia uma série de alterações do envelhecimento da pele como a propensão para destruir mais colágeno, tendência para pele peca e dermatite atópica, propensão a alterações inflamatórias, irritações, etc.

“Dermagenética é a ciência que procura identificar a causa do envelhecimento precoce provocado pela função alterada do polimorfismos de um único nucleotídeo e descobrir quais são as necessidades individuais de cada pele, proporcionando um tratamento adequado para alcançar um ótimo e rápido resultado, para isso são usados produtos customizados de acordo com as informações genéticas”, diz ela.

Para cada tipo de pele é adotado um produto específico que ajuda a reverter os danos causadas pelo tempo, predisposição genética e até mesmo reações químicas causadas pelos radicais livres liberados pela alimentação desregrada, cigarro, alcool, luz solar e até stress.

Com o estudo genético é possível identificar quais são os tipos de problemas mais possíveis de ocorrer em cada pessoa: rugas precoces, inflamações na pele, ressecamento, perda de colágeno, perda de viço e luminosidade, etc.

Recentemente esta tecnologia chegou no Brasil, com o nome de DNA Perfect Skin, que é o exame de aconselhamento genético que define o tipo de tratamento mais adequado a cada tipo de pele. Este exame é muito simples de ser realizado, e é coletado através das células bucais, com um swab, uma espécie de cotonete que é passado várias vezes dentro das bochechas para coletar estas células da mucosa oral.

Depois de feito este exame, o relatório vai para o dermatologista, que analisando minuciosamente cada alteração, fará uma prescrição tópica e/ou por via oral baseada na cosmetogenômica, que é a utilização de cosmecêuticos e nutricosméticos de alta performance capazes de ação desde a epiderme até a derme, e com ação específica dentro de organelas intracelulares, e muitas vezes até no DNA celular.

Assim é possível utilizar as informações captadas pela dermagenética para direcionar a cosmetogenômica para a realização de novos produtos mais adequados para cada grupo específico de pessoas. Em muitos casos, a ação desses cremes reativa os genes e estimula a produção de proteínas que foram perdidas, proporcionando suavidade e proteção. Mesmo com o avanço atual, a ciência da medicina genética ainda deseja analisar outros 25 genes que permitirão desenvolver novos e revolucionários produtos cosméticos.

A aplicação correta dos cosméticos avançados ajuda no tratamento de doenças de pele e é realmente valiosa na prevenção e tratamento do envelhecimento, mas para cada caso é necessária a avaliação por um médico dermatologista e um exame genético detalhado para que sejam definidos produtos personalizados para cada tipo de pele com suas alterações singulares.

Fonte: Dermatologista Luciana Macedo de Oliveira, Diretora Médica da Clinique dês Arts, Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia

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